A Casa de santa Isabel é dirigida por colaboradores que se esforçam de desenvolver a práctica da
pedagogia e sócio-terapia antroposóficas
, tal como foram impulsionadas pelo filósofo austríaco Dr. Rudolf Steiner
.
Uma comunidade terapêutica para crianças, adolescentes e adultos com necessidades especiais.
A Casa de Santa Isabel é uma comunidade terapêutica para crianças, adolescentes
e adultos com necessidades especiais.
Na Casa de Santa Isabel procuramos formar
uma comunidade que proporciona a cada pessoa a possibilidade de
autodesenvolvimento, de cura e de realização do seu potencial.
A comunidade foi fundada em 1981 e situa-se em S. Romão, no sopé noroeste da
Serra da Estrela, a montanha mais alta de Portugal. É dirigida por colaboradores
que se esforçam de incrementar e desenvolver a prática da pedagogia curativa e
sócio-terapia antroposóficas, tal como foram impulsionadas pelo filósofo
austríaco
Dr. Rudolf Steiner.
A escola, as oficinas, a terra e as casas são partilhadas como numa comunidade.
Com imaginação, alegria e persistência, cada indivíduo é encorajado a descobrir
o seu potencial e o seu destino, juntamente com a aprendizagem de como cuidar da
Natureza envolvente.
Para a nossa comunidade foi escolhido
o nome da
Rainha Santa Isabel. Ela é
normalmente conhecida pelo seu amor e compaixão pelos pobres e necessitados. A
Rainha Santa Isabel foi também quem introduziu o culto do Espírito-Santo em
Portugal, o que mais tarde levou aos grandes descobrimentos marítimos dos
portugueses, nos séculos XV e XVI.
A missão da Casa de Santa Isabel é a de criar uma comunidade de vida, de
trabalho e de aprendizagem para crianças, adolescentes e adultos com
necessidades especiais e os seus colaboradores. Estes esforçam-se por criar
relações sociais saudáveis num ambiente dedicado à renovação pessoal e social, à
terapia e ao cuidado da terra. O reconhecimento do pleno potencial de cada
indivíduo promove tanto a independência como a interdependência, o que
possibilita a cada pessoa o seu crescimento na vida da comunidade enquanto
permite à comunidade o crescimento com o indivíduo.
A Casa de Santa Isabel é guiada por um impulso comunitário e pelos princípios
sociais, culturais e económicos da Antroposofia, inspirada por
Rudolf Steiner,
doutorado em filosofia (1861-1925), uma mundovisão que abarca a compreensão
espiritual do ser humano e do universo.
"Numa comunidade de pessoas que trabalham juntas, o bem-estar da comunidade é
tanto maior quanto menos o trabalhador individual reclamar para si os proveitos
do seu trabalho e quanto mais desses proveitos forem entregues aos seus pares.
Por sua vez ele permitirá que as suas próprias necessidades encontrem resposta
no trabalho realizado por outros"
Rudolf Steiner
A antroposofia abarca uma compreensão espiritual do ser humano e do cosmos,
baseada antes no conhecimento, do que na fé. Os conhecimentos antroposóficos
podem ajudar a conduzir a ausência cientifica moderna à re-descoberta das fontes
espirituais do mundo espiritual.
Como caminho interior de autodesenvolvimento, a antroposofia é também prática,
mais do que mística, pondo ênfase no estudo, concentração, meditação, trabalho
sobre a percepção e o acordar para um pensamento consciente.
Durante a sua vida, Rudolf Steiner deu conferências nas maiores cidades de
Europa. Em 1924 fundou na Suíça o Movimento Antroposófico Universal, para todos
os que, em qualquer parte do mundo, queiram ‘cuidar da vida anímica, tanto no
indivíduo como na sociedade, com base num verdadeiro conhecimento do mundo
espiritual’.
Ele ofereceu a sua própria definição de antroposofia à Enciclopedia Britânica:
‘A antroposofia é um caminho de conhecimento que conduz o espirito do homem ao
espirito do universo’.
A aplicação dos resultados obtidos através da ciência espiritual na vida
prática, tornam-se visíveis na pedagogia Waldorf, pedagogia curativa, terapia
social, medicina, farmacologia, agricultura, nas artes e ciências, na renovação
da vida religiosa sacramental e na vida económica.
Mais do que uma 'instituição', a Casa de Santa de Santa Isabel é uma comunidade
terapêutica e as nossas instalações reflectem esta filosofia. As casas e a área
rural da comunidade ocupam 35 hectares no sopé da Serra da Estrela, a montanha
mais alta, situada no centro de Portugal. A vila de S. Romão fica a cinco
minutos e a pequena cidade de Seia a três quilómetros de distância.
Tem um total de cinco casas. Em cada casa vivem entre seis e onze alunos ou
companheiros e entre quatro e seis colaboradores e suas famílias. Três destes
núcleos, a escola básica - Escola Micael - e as oficinas estão perto de S.
Romão. Mais perto de Seia há uma propriedade chamada 'Formigo', onde residem
dois núcleos domésticos de adultos, num pequeno vale, rodeados por uma horta,
por um jardim de ervas aromáticas e por um pomar de nogueiras.
Para as crianças ao nosso cuidado, a sua casa é a sua base, o seu lar. Ela
proporciona-lhes calor, segurança e ritmo diário através das refeições, tarefas
de rotina e actividades criativas.
Os companheiros vivem em conjunto numa
família de opção, realizando cada pessoa a sua parte a fim de manter um
funcionamento tranquilo da residência.
Nos núcleos familiares são celebrados em conjunto acontecimentos especiais,
aniversários, festas de Natal e desenvolvem-se outras actividades. Tudo isto
desempenha um papel importante providenciando estabilidade e proporcionando um
ambiente caloroso e bem estruturado.
A comunidade em si, está situada numa zona de erosão granítica e o solo é muito
pobre, mas devido a um grande esforço a vegetação tem vindo a mudar com a
plantação de mais de 4000 árvores de folha caduca, em substituição dos pinheiros
e eucaliptos predominantes na zona. Alunos e companheiros dão passeios, andam de
bicicleta e podem deslocar-se em segurança de casa para casa dentro da área
imediatamente envolvente da nossa comunidade.
Os quartos dos colaboradores são modestos mas bem cuidados e constituem parte
integrante de cada casa. As crianças e adolescentes têm companheiros de quarto
em pequenos grupos de 2 ou 3, com um adulto responsável pelo seu cuidado
contínuo e pela supervisão das suas necessidades pessoais. Os adultos têm um
quarto individual ou partilhado com um colega.
Pedagogia curativa - educar a criança na sua totalidade para uma
responsabilidade criativa
Há alunos internos e externos a frequentar a nossa escola básica. Eles possuem
várias dificuldades e enfrentam vários desafios nas suas vidas, de epilepsia,
lesões cerebrais, a distúrbios comportamentais e dificuldades de comunicação. O
objectivo do programa escolar é o de melhorar e permitir realizar o potencial de
crescimento de cada criança, bem como permitir a expressão completa das suas
capacidades latentes. Devido a um ratio favorável professor/aluno todos os
alunos recebem uma instrução e um acompanhamento individualizado.
Rudolf Steiner - e posteriormente Piaget e outros - reconheceu que a criança
atravessa estádios específicos de desenvolvimento tanto física como
psicologicamente. Diferentes capacidades, diferentes interesses e diferentes
problemas surgem em diferentes estádios. Cada nova fase é importante e carece de
cuidado especial. O currículo da Escola Waldorf está baseado neste entendimento.
Ele é concebido tendo em mente a criança em crescimento.
Ano após ano, seguindo
as fases de evolução da infância, o currículo espelha o desenvolvimento interior
da criança e pretende dar-lhe as experiências de que ela inconscientemente
necessita e pelas quais aspira. Isto torna as lições naturalmente interessantes
e proporcionadoras de satisfação. São ensinadas todas as matérias importantes
leccionadas nas escolas convencionais - com uma abordagem cuidadosamente
elaborada para cada nível etário, mas num tempo que pode ser diferente.
Na pedagogia curativa antroposófica é usado um currículo adaptado da Educação
Waldorf, com o seu cerne na aprendizagem experimental através de actividades
práticas e artísticas. Complementarmente à aprendizagem cognitiva apropriada a
cada criança, na escola é atribuído ênfase particularmente às capacidades
práticas, artísticas e sociais. A amplitude do currículo tem carácter único na
Educação Waldorf e a matéria abrangida é usada como um todo, onde cada parte
complementa e intensifica a outra, sempre.
Depois de sair da escola elementar, os alunos são gradualmente
introduzidos no trabalho. Durante 4 anos eles participam num programa de treino,
que constitui uma componente essencial na motivação de crescer e amadurecer para
a fase adulta.
Durante as manhãs participam nas aulas teóricas e artísticas, na parte da tarde
compartilham as oficinas com os companheiros e recebem um treino vocacional.
Os companheiros trabalham com os mestres de oficina e outros
colaboradores na : padaria, olaria, carpintaria, sala de tecelagem, lavandaria,
sala de costura, construção civil, cozinha, horticultura biodinamica e a
floresta.
Os produtos servem particularmente as necessidades da comunidade, mas
são também vendidos
O trabalho na floresta e na terra não têm resultados visíveis a curto prazo. A
comunidade está situada numa das encostas da Serra da Estrela e a terra é pobre.
Em 1988 fizemos um plano de reflorestação e o grupo florestal começou a
substituir os pinheiros e eucaliptos que eram predominantes. Entretanto, mais
que 4000 castanheiros, carvalhos, larícios, bétula e árvores de fruto foram
plantados.
O nosso fim não é o trabalho em oficinas para pessoas com deficiência, mas
oficinas onde se trabalha com estas pessoas. Oficinas nas quais as capacidades
diferentes de todos os participantes, desde o mestre até ao companheiro com
deficiência profunda, trabalham em conjunto para criar um produto. Deste modo o
trabalho torna-se ‘ajuda que leva ao desenvolvimento e humanização’
Uma comunidade em que se partilhe a vida com adolescentes e adultos com
necessidades especiais é, no seu aspecto social-humano, baseada na reciprocidade
dos mesmos direitos, onde pessoas com e sem necessidades diferentes vivem e
trabalham em conjunto como famílias por opção, no sentido goetheanístico do
termo. Juntos tentam realizar a sua 'tarefa-do-Eu', o seu destino na vida, com
reconhecimento mútuo de ajuda e suporte.
Para os adolescentes e companheiros, que se tornaram a maioria das pessoas ao
nosso cuidado, isto é válido tanto no quotidiano residencial como no trabalho
das oficinas.
Durante os últimos anos a sócio-terapia foi orientada por uma alteração das
normas.
O cuidado e a condução da pessoa com deficiência eram dantes compreendidos como
sendo dependentes do colaborador. O seu papel e o seu conceito de si mesmo
constituíam a norma.
Actualmente é sugerido que os colaboradores, não só lidem com os imponderáveis
dos encontros humanos, como também se distanciem das suas próprias ideias e
pensamentos dominantes, não trabalhando direccionados a soluções pré-concebidas.
Isto significa também abandonar conceitos como 'cuidar de' e 'tratar de'. Em seu
lugar, tolerância, abertura e solidariedade, são vistas como as atitudes
profissionais básicas.
O princípio de solidariedade é particularmente importante para uma maior
independência e liberdade das pessoas com necessidades especiais. Só então será
viável uma sociedade que deseje a inclusão dessas pessoas; uma sociedade que
queira e que possa equilibrar diferenças nos destinos de seres humanos.
O objectivo da sócio-terapia só pode ser a criação de uma estrutura social tal
como a Casa de Santa Isabel, a qual é terapêutica para todos os seus membros. De
outro modo, seria um hospital para toda a vida, sem um organismo social.
Um organismo social desenvolve os seus poderes curativos quando as forças de
actuação estão em equilíbrio, e cura quando não conhece diferenças, isto é,
quando tudo é recíproco. Isto tem a ver com a posição e a relação entre as
pessoas. Os seus membros tanto são receptores como dadores, mesmo quando um ou
outro lado seja dominante
É importante que os que têm necessidades especiais como os que as não têm
suportem responsabilidades tanto para a vida interior como para a totalidade do
organismo social. Através de responsabilidades partilhadas para com a saúde e da
estrutura terapêutica do organismo social, a divisão entre aqueles com
necessidades especiais e os chamados normais tem vindo a ser dissolvida.
O acompanhamento com base no diálogo é a correlação comunicativa para esta
estrutura.
Voluntários e colaboradores a longo prazo constituem um grupo diversificado,
oriundo de vários países, com diferentes experiências profissionais e
educacionais assim como religiosas e raciais.
Na Casa de Santa Isabel todos são referidos como colaboradores, quer sejam
voluntários ou colaboradores a longo prazo e são uma parte vital da nossa
comunidade. Os colaboradores dão-se física, mental e emocionalmente e são
recompensados com a alegria e o sucesso da Casa de Santa Isabel. Eles estão
abertos e receptivos para ajudar e contribuir para a comunidade de todos os
modos possíveis. Para muitos colaboradores isto significa serem envolvidos em
actividades e eventos que são novos para si. Adaptam-se rapidamente a estes
envolvimentos e abraçam os desafios que os esperam em cada dia que passa.
Muitos dos colaboradores têm uma formação especializada em Pedagogia Waldorf ou
Pedagogia Curativa, Sócio-terapia, Euritmia (curativa), Massagem, Terapia de
banhos, Silvicultura. Eles permanecem na comunidade como residentes ou
colaboradores externos para desempenharem uma variedade de tarefas, tais como
serem responsáveis de grupo, responsáveis pela casa (pais de casa), mestres de
um ofício, professores ou terapeutas. Os colaboradores a longo prazo e os
colaboradores experientes aceitam a responsabilidade por todos os aspectos da
vida dentro da comunidade.
Todos os anos a comunidade recebe um número de voluntários que são uma grande
contribuição para o nosso tecido social e para o nosso trabalho. Também eles vêm
de diferentes países e de diversos meios, permanecendo geralmente por um ano. Os
voluntários dão um contributo valioso no quotidiano caseiro; trabalham
paralelamente no acompanhamento das pessoas ao nosso cuidado, nas oficinas, na
terra, e nas actividades educativas e recreativas.
Os colaboradores necessitam de estar física e emocionalmente sãos. A vida é
exigente e cheia. Flexibilidade, abertura e uma vontade séria de trabalhar com
pessoas com necessidades especiais, bem como com outros colaboradores, são muito
importantes para o sucesso de um colaborador assim como para o da Casa de Santa
Isabel.
Para todos na comunidade, o impulso básico é que os membros trabalhem juntos
para construir um ambiente curativo que encoraje cada pessoa a desenvolver todo
o seu potencial.
Viver na Casa de Santa Isabel representa um desafio para a maioria das pessoas.
Partilhar a sua vida, com crianças e adultos com dificuldades complexas num
ajuntamento comunitário, pode ser exigente e cansativo, especialmente de início,
quando há muito para aprender. No entanto é intensamente interessante,
frequentemente humorístico, divertido e é uma vida cheia de idealismo.
As responsabilidades são vastas e diversificadas; incluem todas as actividades
relacionadas com o bem-estar geral da comunidade: interior/doméstico,
exterior/trabalho na terra e no jardim, oficinas e actividades culturais, de
lazer e excursões.
Como se pode imaginar, as responsabilidades primárias estão focadas nos cuidados
imediatos e gerais do bem-estar das pessoas a nosso cargo. Os colaboradores
responsabilizam-se em participar nas celebrações da comunidade, no trabalho
doméstico, nas actividades educativas e outras reuniões para organizar o amplo
leque de actividades.
Cuidar é um processo contínuo. Viver em comum não é tanto um trabalho, mas antes
uma forma de vida.
Existem vários grupos que trabalham e estudam em conjunto, como por exemplo:
terapeutas, professores, mestres de oficinas, colaboradores de casas (educação
curativa e sócio-terapia), grupo das festas, grupo financeiro, grupo
administrativo e o conselho de colaboradores. Nas reuniões relacionadas com
trabalho, as decisões são tomadas por consenso.
Todos os grupos são dependentes do conselho e respondem perante ele, o qual é o
grupo mais importante na infra-estrutura. Os novos colaboradores podem integrar
as reuniões um ano após a sua adesão.
Os colaboradores recebem cama e mesa num quadro de casas familiares e um
financiamento para despesas pessoais. Todos na casa partilham as mesmas
instalações e vida quotidiana. Através do Fundo Social é dado suporte financeiro
total aos colaboradores que se comprometem por períodos superiores a um ano.
Obrigações financeiras, tais como empréstimos, dívidas e dependentes, são da
responsabilidade do colaborador..
A Casa de Santa Isabel providencia a assistência médica estatal para todos os
colaboradores. Para formalizar um compromisso connosco, é necessário um
Certificado Médico recente assinado por médico autorizado, incluindo uma
declaração de que o candidato está livre de doenças transmissíveis.
Despesas dentárias
O nosso Fundo Social providencia a cobertura dos custos dentários dos
colaboradores a longo prazo e respectivas famílias. Os colaboradores a curto
prazo que se comprometem connosco até um ano, são responsáveis pelos custos
dentários que possam ocorrer. Se necessário há suporte financeiro em caso de
emergências.
É requerido a todos os colaboradores um Certificado Dentário recente e
respectivo plano de tratamentos necessários, antes da adesão à Casa de Santa
Isabel.
Os colaboradores são modelos para as pessoas ao nosso cuidado e nós esperamos
deles um alto nível de maturidade e julgamento, a tempo inteiro. A segurança e o
bem-estar físico e mental das pessoas ao nosso cuidado são de importância
prioritária. A conduta dos nossos colaboradores tem que ser em todas as ocasiões
o suporte desta exigência. O consumo de drogas ou de álcool, assim como o fumar
perto dos nossos protegidos e companheiros, ou nas casas, não é permitido. A
conduta pessoal de um colaborador é o suporte do bem-estar da vida da
comunidade, sempre.
Se desejar ser voluntário ou juntar-se a nós como colaborador…
Novos e velhos de todos os caminhos da vida são bem vindos para partilharem a
vida da comunidade. Nós desejaríamos um compromisso de vida e trabalho por pelo
menos um ano. Contudo, também é possível trabalhar por um pequeno período
durante as férias de Verão (Julho e Agosto).
Se estiver interessado em ser voluntário ou desejar saber mais acerca da Casa de
Santa Isabel, ou desejar fazer uma visita exploratória, pode contactar-nos. Por
e-mail directamente desta página, ou por correio postal, fax ou telefone
seguindo as indicações na
página de contacto.
Como podemos praticar fraternidade e moralidade na esfera económica?
Este fundo foi criado através de vários pensamentos e questões.
Em Portugal cada 'empregado', por lei, tem que receber um salário. A Casa de
Santa Isabel recebe uma variedade de subsídios: para a escola, para as casas,
para as oficinas, em complemento a subsídios salariais, sendo estes últimos
variáveis, consoante a formação dos colaboradores. O valor do nosso trabalho,
quer seja na área residencial, na escola, nas oficinas, na terapia ou no
escritório, não pode ser expresso em dinheiro.
Na Casa de Santa Isabel baseamo-nos no princípio de que as necessidades dos
outros devem ser mais importantes do que as nossas. Se queremos levar a peito o
bem-estar dos nossos colegas, temos que procurar o ser humano: conhecer as
necessidades, seguir o desenvolvimento e ajudar a dar novos passos na vida. É
requerido muito tacto: os passos que outros dão não são os meus. As nossas
necessidades são diferentes!
Os colaboradores a longo prazo podem participar do Fundo Social e doar-lhe os
seus salários.
A fim de que este donativo não se torne numa mera formalidade,
mas que permaneça um acto consciente, todos os participantes doam mensalmente ao
Fundo os seus cheques de vencimento.
Em vários momentos ao longo do ano os participantes reúnem-se a fim de definir
necessidades e criar um orçamento ou escolher as pessoas de contacto com quem os
participantes podem falar acerca de necessidades específicas ou de qualquer
outra questão respeitante ao funcionamento do Fundo.
O orçamento inclui um montante mensal (que em princípio pode ser variável) para
os participantes e seus filhos, dinheiro extra de férias, despesas de saúde,
carros, pertença a associações, subscrições, donativos e fundos para filhos.